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Um dos principais elementos estruturais de qualquer edificação e dos que exige maior atenção na hora do cálculo estrutural é a laje. Esse tipo de laje possui nervuras em sua parte inferior que funcionam como mini vigas, e por isso, uma das maiores vantagens desse sistema é justamente a possibilidade de dispensar o uso de vigas na construção, além de permitir vãos livres grandes. É até comum notar, por debaixo dessas lajes, espaços vazios que eram ocupados, durante a concretagem, por moldes plásticos com formas curvas — também conhecidos como cubetas. Na maioria dos casos, são moldadas in loco com fôrmas. Mas também podem apropriar-se de vigotas pré-moldadas de concreto comum ou protendido que dispensam o uso de fôrmas. Nesse caso, após a concretagem, as vigotas assumem o papel das nervuras.

As fôrmas são encontradas em diversas geometrias, com distâncias entre os eixos de nervuras, larguras e alturas variáveis. A dimensão correta da fôrma será ditada pelo projeto estrutural, em função do vão e da carga, e devem obedecer às normas vigentes (NBR’s 6118, 15200 e 15575-3) nos diversos casos específicos.

Dentre as vantagens das lajes nervuradas, podemos destacar: permite o emprego de grandes vãos que liberam, consequentemente, mais espaço, o que é muito vantajoso em garagens, por exemplo, onde os pilares por vezes dificultam as manobras; é versátil e por isso pode ser utilizada tanto em edificações comerciais, residenciais, educacionais, hospitalares, garagens, clubes e muitos outros; permite uma maior economia, visto que é possível fazer, por exemplo, a racionalização do uso de telas para a armadura de distribuição e o uso de fôrmas plásticas modulares para laje, como as da Atex, em vez de madeira; garante a durabilidade e a segurança no local, visto que é altamente segura e não sofre o perigo de corrosão precoce; quando bem avaliado e calculado, utiliza menos concreto e aço na sua construção, o que gera uma economia maior para o proprietário da obra.

A inovação desse sistema permite a troca de vigas maciças por vigas-faixa nervuradas. A mudança também implica no sistema de transferência de esforços, que serão descarregados, em parte, diretamente nos pilares. O sistema facilita o processo de escoramento e de execução das fôrmas, já que as vigas estão embutidas nas lajes.

Por fim, em relação à laje maciça, a laje nervurada em muitos casos se torna mais econômica por eliminar o concreto desnecessário, ou seja, que não tem função estrutural na região tracionada e, por ter maior altura, reduz a necessidade de aço.

Fontes: AECwebPortal ConstruindoDecor / Fôrmas Alex

Vem aí a segunda edição do evento We shape innovation! Essa segunda edição promete apresentar lançamentos de novas tecnologias e será voltado para todos os profissionais das áreas de arquitetura e engenharia.

Na primeira edição do evento, em 2017, estavam presentes mais de 300 convidados, entre eles, construtoras, engenheiro, calculistas e empresários de todo o mundo.

Com o tema de inovações e tecnologias aplicadas para facilitar e modernizar a construção civil, a edição 2018 reforçará a importância e necessidade de inovar no setor para o desenvolvimento da sociedade.

 

O que esperar da WSI 2018?

 

O WSI 2018 receberá palestrantes de nomes importantes do setor, como Ernani Simas Alves Neto, CEO da empresa Evehx Engenharia, Marcel Malczewski, Empreendedor do Ano no Setor de Tecnologia pela Ernst & Young e Revista Exame, no ano de 1999, e Sergio Luis Costa Reis, líder de Soluções para o Setor Industrial – IBM Brasil. O público terá a sua disposição tradução simultânea para palestras com nomes internacionais.

O evento acontecerá no dia 09 de agosto na Expo Unimed Curitiba e proporcionará novas informações sobre inovações e tecnologia dentro do segmento da Engenharia Civil. Os interessados em participar deverão se cadastrar para garantir a vaga aqui.

E aí, você gosta de inovação e tecnologia? Trabalha nas áreas de arquitetura, engenharia e construção civil? Este evento foi feito para você!

 

A energia renovável costumava ser considerada inacessível para os países em desenvolvimento. Vento e energia solar eram luxos dos países ricos, enquanto as economias do terceiro mundo só poderiam crescer em uma dieta de combustíveis fósseis. Em junho de 2014, Bill Gates postou no blog: “Países pobres… não podem arcar com as dispendiosas soluções de energia limpa de hoje e não podemos aguardar que eles esperem que a tecnologia fique mais barata”.

No entanto, nos últimos dois anos essa sabedoria recebida mudou. Os números mais recentes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) mostram que em 2015 o investimento total em energia limpa nos países em desenvolvimento superou o dos países desenvolvidos pela primeira vez em US $ 156 bilhões, comparado com US $ 130 bilhões.

 

ASSUMIR A LIDERANÇA

 

Os maiores investidores em energia renovável incluíram o Chile (US $ 3,5 bilhões, até 157%), a África do Sul (US $ 4,5 bilhões, alta de 329%) e o Marrocos (US $ 2 bilhões, quase zero em 2014). A Índia viu os investimentos subirem 22%, para US $ 10,2 bilhões, enquanto a China, hoje maior investidor mundial em tecnologia renovável, gastou US $ 102,9 bilhões em energias renováveis ??(36% do total mundial).

Se você considerar investimentos relativos ao PIB anual, os cinco principais investidores globais foram, na verdade, Mauritânia, Honduras, Uruguai, Marrocos e Jamaica. Enquanto isso, a Costa Rica está notavelmente perto de se tornar o primeiro país em desenvolvimento a ter 100 por cento de eletricidade renovável.

“A energia eólica e solar estão agora sendo adotadas em muitos países em desenvolvimento como uma parte natural e substancial do mix de geração”, diz Michael Liebreich, presidente do conselho consultivo da BNEF. “Eles podem ser produzidos de forma mais barata do que os altos preços de energia no atacado; reduzem a exposição de um país aos futuros preços esperados dos combustíveis fósseis e, acima de tudo, podem ser construídos muito rapidamente ”.

 

BANCOS DE DESENVOLVIMENTO

 

No início dos anos 2000, a Enel, com sede na Itália, uma das maiores empresas de energia do mundo, estava concentrada na geração de combustíveis fósseis no hemisfério norte. Desde 2009, no entanto, transformou-se no maior produtor mundial de energia renovável, com a maioria dos novos negócios vindo de mercados emergentes. Seu plano estratégico de 2016-19 compromete cerca de 50% do investimento em energias renováveis ??em mercados emergentes e em desenvolvimento.

O executivo-chefe da Enel, Francesco Starace, diz: “Mercados maduros como a Europa são afetados pelo excesso de oferta e demanda de eletricidade plana, se não decrescente. Pelo contrário, um número crescente de países emergentes está descobrindo os benefícios das energias renováveis ??e atraindo novos investimentos. Eles são mais rápidos de construir e mais fáceis de operar. Em média, um projeto eólico típico pode ser concluído em 12 a 18 meses, contra quatro a cinco anos para uma usina movida a carvão de tamanho semelhante ”.

Os bancos de desenvolvimento também participaram da implementação de projetos de larga escala. O México, por exemplo, foi ajudado pelo financiamento do banco de desenvolvimento Nafin para nove projetos eólicos. A usina geotérmica da Efeler na Turquia também recebeu US $ 200 milhões do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, enquanto a Corporação Financeira Internacional emprestou o dinheiro para construir um parque eólico de 36 MW na Jamaica.

 

NO BRASIL

 

No ano passado, o Brasil investiu US$ 6 bilhões em energias renováveis, sendo US$ 2,1 bilhões em energia solar, US$ 3,6 bilhões em energia eólica, US$ 2 milhões em biocombustíveis, e US$ 1 milhão em pequenas hidrelétricas. Isso representa um aumento de 8% na comparação com o ano anterior, mas ainda uma redução importante considerando o recorde de US$ 11,5 bilhões em 2008, quando os aportes no desenvolvimento de biocombustíveis tiveram um pico.

A 4ª e última edição do relatório [R]evolução Energética, feita pelo Greenpeace Brasil em 2016, mostra o Brasil com 100% de participação de fontes renováveis em sua matriz até 2050, com a energia solar e eólica passando a ter papel fundamental. Na geração de eletricidade, essas duas fontes alcançariam 46% de participação (25% eólica e 21% solar), mais do que o dobro previsto por um “cenário base”, uma projeção otimista do PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia), já que o país não possui um estudo neste prazo.

 

Fonte: Raconteur MediaRevista Época NegóciosParaná Portal

Seja por razões econômicas, ambientais ou sócio-culturais, quando uma edificação tem o desempenho estrutural comprometido, o procedimento natural é buscar recuperá-la, e não reconstruí-la. Faz-se presente o reforço em uma estrutura quando existe a necessidade de aumentar a sua capacidade resistente ou para corrigir possíveis falhas.

Em toda intervenção estrutural, o pré-diagnóstico tem por base do conhecimento da estrutura, seu estado de conservação, lesões verificadas e causas que as provocaram. É sobre este diagnóstico preciso, contrastado e confiável, que se deve basear para determinação das soluções mais adequadas a cada caso.

Em geral, as possíveis soluções a um determinado problema estrutural são diversas com várias alternativas igualmente válidas, eficazes e viáveis. Considerando-se que praticamente não há normatização específica para atuações de reabilitação, a tomada de decisões deve contar com levantamento de dados detalhado e resultados de análises (teóricas e de laboratório) representativas e confiáveis. Não é fácil detectar precocemente o risco de fratura frágil, nem um risco oculto, mas, apesar das dificuldades, deve-se assumir a responsabilidade do diagnóstico e soluções. Desta forma, é importante que sejam estabelecidos critérios de avaliação complementares visando determinar a opção que se ajusta melhor a cada circunstância.

Uma técnica utilizada para reforço de elementos de concreto armado é a aplicação de protensão externa, que contribui para a redução das deformações e o aumento da capacidade portante. Segundo o engenheiro Andriei Beber, da UFRGS, esse sistema vem se desenvolvendo principalmente nos Estados Unidos, Japão e na Europa por conta da relativa simplicidade de execução, ausência de problemas com o cobrimento dos cabos e possibilidade de inspeção e eventual reposição dos cabos durante a vida útil. Por estar localizado no exterior dos elementos estruturais, porém, é um sistema vulnerável à ação do fogo, da corrosão eletroquímica e atos de vandalismo. Para minimizar esse problema, a protensão externa deve ser protegida com o encapsulamento dos cabos com concreto convencional ou projetado.

O reforço com protensão externa consiste, fundamentalmente, em inserir esforços ativos de compressão por meio de elementos de protensão. Devem ser considerados quatro tópicos bastante importantes no caso da protensão externa: o problema da modelagem dos cabos; o deslizamento dos cabos sobre os desviadores; a fadiga por fricção do cabo nos desviadores; a perda de protensão na ancoragem de cabos curtos.

Existem inúmeras alternativas técnicas para se reforçar uma estrutura. Cada caso é particular e deve ser avaliado como tal. As condicionantes de prazo de implantação, logística e disponibilidade de materiais e equipamentos, dentre outros, são determinantes para a escolha da solução estrutural. Cabe ao projetista, juntamente com os demais envolvidos, avaliar a melhor alternativa para cada situação, sempre priorizando a segurança e eficiência do sistema a ser implantado.

Fontes: IBRACON / Revista Téchne

“Internet das coisas” é um conceito que você ainda vai ouvir falar bastante. Parece complicado, mas este nome simplesmente significa algo que todos nós já estamos vendo acontecer: a inteligência sendo aplicada a objetos e sistemas, com o objetivo de deixar sua vida mais fácil. Suas possibilidades são inúmeras, como transformar nossa relação com a tecnologia, mudar o modo como interagimos com o mundo e até mais, o modo como o mundo interage conosco. De uma forma bem simples: a Internet das Coisas (IoT) envolve diversos aparelhos conectados que interagem uns com os outros para monitorar, relatar e alternar as coisas com diferentes graus de inteligência. O objetivo é tornar nossas vidas mais simples e mais eficientes. Já imaginou o tanto de melhorias que isso traria para a sociedade?

Mas, e como seria uma automatização da construção civil? Reuniria todas essas inovações na Construção Civil, em benefício de melhores resultados. Do BIM aos aplicativos, drone e novos materiais. Substituiria mão de obra braçal por máquinas automatizadas, pranchetas por software e ferramentaria pesada por soluções tecnológicas robustas. No futuro, o controle de todas as etapas da obra será feito por meio de aplicativos com interface simples e cada vez mais baseada na Realidade Aumentada.

“Já começamos a viver isso. Aparelhos conectados a aplicativos de smartphones, que permitem abrir e fechar janelas, ligar chuveiros e destrancar portas já são realidade. Do que estamos falando de agora em diante é da capacidade dos materiais agregarem tecnologia. O vidro da janela será painel solar e cortina ao mesmo tempo. O piso irá autorregular a temperatura, dependendo da estação. É isso que a IoT irá agregar à construção civil”, prevê Hugo Fuks, diretor do departamento de informática da PUC-Rio.

Com a tecnologia e as inovações na Construção Civil será possível se tornar onipresente e estar ao mesmo tempo caminhando pelo canteiro, porém, dentro do escritório climatizado. É importante deixar claro que nada substitui a presença in loco, mas nem sempre tudo precisa ser resolvido indo à obra. Há funções mais estratégicas que precisam ser levadas a sério pelo engenheiro, como o atendimento e a fidelização dos clientes, que cada vez mais têm acesso a informações sobre os métodos e processos da Construção Civil.

A Internet das coisas está transformando todas as facetas dos edifícios — como os habitamos, como os gerenciamos e até mesmo como os construímos. Existe um vasto ecossistema em torno dos edifícios de hoje, e nenhuma parte do ecossistema ficará de fora desta integralização. Saber o que está se passando no mundo tecnológico significa se manter em dia com o mercado e as inovações na Construção Civil, que continuam a ocorrer muita além deste texto. Essa é uma área extremamente influenciada por novas técnicas, processos e materiais.

Nesse contexto, a EVEHX hoje já usa o aplicativo Eagle para acompanhamento online da equipe de obra pelos engenheiros do escritório, o que permite uma troca de comunicação instantânea para prevenção de problemas e aumento de produtividade na tomada de decisões.

Fontes: Portal Itambétecmundo / Blog da Proof

No atual panorama, a construção civil tem a seu dispor uma ampla variedade de tipologias estruturais de aplicações viáveis nos modelos usuais de edificações de múltiplos pavimentos. Paralelamente a esse aspecto, cada vez mais, destaca-se a busca pela sustentabilidade, ou seja, a utilização de forma racional dos recursos naturais existentes visando a minimização de impactos ambientais em decorrência da atividade humana. Para o setor em questão, entenda-se redução de desperdícios, caracterizados por perdas evitáveis ao longo das etapas de projeto e de execução, sendo necessário, para tanto, o estabelecimento de uma maneira sistematizada de busca pela otimização nos resultados.

Segundo o vice-presidente do Ibracon, Julio Timerman, “a cadeia produtiva do concreto se engaja nesta verdadeira cruzada de sustentabilidade e de manutenção dos recursos naturais. Hoje em dia, com as novas tecnologias e com a reciclagem de insumos, o setor tem avançado nesta área, principalmente quando respeita os aspectos de sustentabilidade inseridos nas normas técnicas”

Desperdício, despesa e poluição. Esses são alguns dos problemas possíveis de serem resolvidos com o reaproveitamento de determinadas matérias-primas, por vezes consideradas dispensáveis quando aparentam ter perdido sua utilidade. Quer um exemplo? Um dos melhores é o plástico reciclado que, quando empregado, por exemplo, como fôrmas para lajes nervuradas, comprova o quanto pode ser útil, funcional e versátil.

Juntamente com ele, está o chamado concreto protendido, que faz uso da técnica de protensão não-aderente e permite racionalização e resistência. Ambos os métodos construtivos, ambientalmente vantajosos, podem ser aplicados em projetos residenciais, públicos, corporativos e comerciais, provando suas vantagens não só para o meio ambiente, mas para a economia e a arquitetura verde.

“A engenharia busca alternativas para construir estruturas mais resistentes e esbeltas, economizando recursos. Isso também é sustentabilidade. Foi assim que aconteceu no período da Segunda Guerra Mundial, quando o concreto protendido permitiu um grande salto para se construir grandes estruturas. A crise influi, mas temos que aproveitar esta situação para nos sobressairmos nos aspectos técnico e econômico”, diz Timerman.

Economia financeira, obras mais rápidas e menos impactos ao meio ambiente são as qualidades que mais chamam a atenção ao concreto protendido quando o assunto é sustentabilidade. A principal vantagem está na redução de cerca de 35% do consumo de aço e concreto para as estruturas, além de proporcionar maior rapidez e eliminar em quase 90% o uso de madeira nas formas.

A segurança das edificações construídas com concreto protendido é ponto que merece destaque. As características e normas aplicadas garantem a qualidade e proteção das obras.

A busca pela sustentabilidade na engenharia civil engloba uma série de procedimentos em que se busca o uso racional dos recursos para mitigação do impacto ambiental. Uma visão global da edificação é fundamental, desde as etapas iniciais de concepção estrutural. No entanto, é na etapa de projeto estrutural que são realizadas as análises para cada solução tecnológica em estudo, permitindo a avaliação prévia de resultados de acordo com critérios de interesse.

 

Fontes: American Society of Civil Engineers (ASCE)Portal TEM Sustentável / Portal Itambé

Graças ao domínio da técnica de protensão e ao refinamento dos cálculos, a estrutura complexa, assimétrica, leve e monumental da Cidade das Artes pode ser considerada uma obra-prima de esbeltez.

Cidade das Artes é um complexo cultural localizado na cidade do Rio de Janeiro. Um projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc, homenageia o modernismo brasileiro, com suas velas de concreto içadas entre o mar e as montanhas da Zona Oeste carioca, a Cidade das Artes já é um marco.

Segundo a Revista Téchne, o conceito desenvolvido para o projeto – um terraço no alto, aberto para o entorno – incorpora elementos representativos da arquitetura moderna brasileira e surgiu naturalmente nos primeiros estudos. O arquiteto queria elevar a construção o suficiente para obter sua visibilidade e destacá-la ao longe. “Se ficasse no solo, o edifício desapareceria no conjunto”, explica o arquiteto.

Aberto à paisagem e à circulação do público, livre para as entradas de ar e luz, o grande belvedere se organiza entre duas imensas lajes com 90 m de largura e 200 m de comprimento – a da esplanada, a 10 m do solo, e a da cobertura, a 30 m. Entre as lajes, surgem os cinco blocos independentes, “casulos” de formatos variados e isolados acusticamente, que abrigam todos os itens do programa. Esses blocos receberam fechamentos de cascas de concreto protendido, em forma de grandes velas cilíndricas, com linhas oblíquas, que partem do solo como pilotis. Com uma abertura no centro, para permitir a circulação do ar, a grande laje de piso tem sob ela o jardim que envolve toda a área da edificação, inclusive as estruturas dos pilotis.

As dimensões monumentais do projeto, e o programa extenso e variado, exigiram o engajamento de uma legião de operários – cerca de 3 mil nos momentos de pico -, e equipes de engenheiros e arquitetos com diversas especializações, como cálculo, estruturas, instalações prediais, acústica, cênica, luminotécnica, esquadrias, impermeabilização, transporte vertical, paisagismo e sistema viário.

Como o cálculo estrutural seria crucial para o projeto, Portzamparc fez questão de que fossem contratados especialistas brasileiros, que têm experiência comprovada e reconhecida em todo o mundo no uso de concreto protendido.

Com suas gigantescas paredes e lajes de concreto aparente, a estrutura tem um papel preponderante no edifício, pois é ela que define suas formas assimétricas, leves e ao mesmo tempo monumentais. “Somente o concreto protendido permitiria a esbeltez desejada do terraço e do teto”, explica Portzamparc. “Os vãos de 30 m a 35 m exigiram vigas com 1,50 m de altura, e caso optássemos pelo concreto clássico, seríamos levados a lajes três a quatro vezes mais espessas e muito feias.”

Quanto mais avançavam na análise do projeto arquitetônico, mais os calculistas percebiam que o problema era bem maior do que uma discussão sobre a viabilidade dos grandes vãos. “Estávamos diante de desafios monumentais, não só por conta dos vãos, mas também da pequena espessura da laje intermediária, da laje de cobertura a 30 m do solo e também porque alguns pilares seriam inclinados”, lembra o consultor Bruno Contarini. Apesar da busca da leveza da arquitetura pela sua forma, as paredes teriam de ser muito pesadas por conta das necessidades acústicas. Segundo resume o consultor, trata-se de uma edificação de porte e peso sobre apoios leves e suaves. “Sem a técnica executiva da protensão e os recursos de projeto proporcionados por modernos softwares de modelagem, o edifício seria algo bem diferente, e dificilmente poderíamos materializar a ideia de leveza e monumentalidade que Portzamparc desejava para a Cidade das Artes do Rio de Janeiro”, acredita Contarini.

Basicamente, a estrutura do edifício é composta por quatro lajes: do subsolo, do teto do subsolo, da esplanada (a 10 m do solo), e da cobertura (a 30 m). No volume formado pelas lajes da esplanada e da cobertura, aberto lateralmente, estão os cinco blocos independentes, contidos por paredes estruturais de concreto aparente. Os calculistas chamaram de estruturas principais essas quatro lajes que definem a obra, e de elementos estruturais as paredes e pilares que as suportam. Foram consideradas estruturas secundárias os demais elementos, como lajes, vigas, escadas, paredes e pilares dos blocos que ocupam o espaço entre as lajes de piso e de cobertura. Essas duas grandes lajes são estruturas em grelha, com vigas protendidas de 1,5 m e 1,7 m de altura, respectivamente. O piso e o teto do subsolo receberam lajes maciças de 25 cm de espessura. Nos níveis intermediários dos blocos foram lançadas lajes e vigas convencionais de concreto armado e de concreto protendido.

 

Artigo completo na Revista Téchne.

O sistema de construção civil no Brasil sofre um grande problema que acarreta altos custos e atrasos em suas obras: a incompatibilidade de projetos. A compatibilização de projetos é fundamental para evitar erros devido a interferências entre projetos das diferentes especialidades e minimizar o retrabalho, reduzindo prazos de projeto e execução, desperdícios e custos.

Com o intuito de obter estruturas mais flexíveis sob o ponto de vista arquitetônico, percebe-se a necessidade do emprego de métodos distintos ao concreto armado tradicional. Uma alternativa que garante esta flexibilidade consiste no sistema do concreto protendido.

Entretanto, os projetos não devem se basear apenas na estrutura de concreto. É preciso que haja compatibilidade entre os projetos hidráulicos, elétricos, de esquadrias, paisagismo e todos os outros envolvidos. O sistema de protensão pode apresentar diversas vantagens perante o sistema convencional, algumas delas são: Projetos com plantas flexíveis, possibilidades de maiores vãos, estruturas mais leves, rapidez na concretagem, economia de tempo e eficiência que gera economia financeira, elevada produtividade, redução do retrabalho, entre outros.

Diferente do concreto armado, cuja característica é a criação de fissuras e, na medida em que o concreto se fissura ele transfere uma carga de tração da peça para o aço de concreto armado, o concreto protendido pode ser classificado como um estágio superior, no qual é introduzido um estado prévio de tensões de compressão na estrutura. Dessa forma, a protensão permite a anulação total ou controle das fissuras e o aumento da capacidade de suporte da peça de concreto.

Atualmente, o concreto protendido é amplamente utilizado em barragens para segurar comportas, pontes e viadutos de todos os tipos, pistas de aeroportos, piscinas, estações de tratamento de esgoto, reservatórios de água, silos, tirantes para contenção provisória ou definitiva, pré-fabricados de concreto, estacas para fundações, postes para redes de energia elétrica, entre diversas outras possibilidades. Vale lembrar a utilização em ousadas obras de arte como a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, o Museu de Arte de São Paulo e os palácios de Brasília, que estão ao alcance dos arquitetos.

Cidade das Artes (RJ)

Esse sistema construtivo também tem sido utilizado em edifícios comerciais ou residenciais, como forma de tornar mais esbeltas as vigas e vencer vãos significativos, liberando principalmente as áreas sociais das plantas dos pilotis ou colunas. Esse benefício incrementar vãos com seções esbeltas proporciona uma flexibilização de layout das vagas de garagem e das plantas dos pavimentos tipos . No caso das lajes protendidas, em alguns casos, pode-se eliminar inclusive a própria figura da viga. Isso evita, por exemplo, que se use forros de gesso para esconder as nervuras da estrutura de cobertura e que se fure vigas para passagem de instalações.

Por fim, empresas estão cada vez mais sendo pressionadas a entregar serviços de qualidade em curto prazos e devido a isso, as mesmas buscam novas tecnologias. Enquanto isso, cabe aos profissionais que se mantêm atualizados ajudar nessa difusão e melhoria do mercado de trabalho em prol de um modelo de produção que beneficia empresas, funcionários e clientes.

Fontes: Revista Téchne / Blog Civilização Engenheira

Estivemos presentes em mais um evento com excelentes palestras sobre Estruturas de Concreto Protendido, dessa vez em Jaraguá do Sul. | Realização: Nest, EVEHX e L2 projeto estrutural.
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No início de agosto realizamos junto ao Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), O II Workshop: Protensão como Solução. Foram três dias intensos de treinamento e capacitação, através de minicursos, palestras e muito networking, que propiciaram uma ampliação de conhecimento, e um refinamento em nosso know how. O evento foi finalizado com uma visita técnica a nova sede da EVEHX, que hoje conta com uma estrutura com mais de 5.000 m².

É mais um passo rumo a novos patamares e um novo posicionamento de mercado!

 

 

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