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Entidades acompanham votação do Plano Diretor de Curitiba

Quatro das cerca de 35 entidades que participaram da construção do projeto de revisão do Plano Diretor de Curitiba e das proposições dos vereadores ao texto do Executivo acompanharam o primeiro dia de discussões, na sessão desta segunda-feira (5). Representantes da Câmara Regional do Boqueirão, da Aliança pela Legalização das Moradias, da Frente Mobiliza Curitiba e do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR) elogiaram a abertura da Câmara Municipal à participação popular nos debates, iniciados em abril do ano passado, antes mesmo do protocolo da proposta de lei.

Carlos Modesto Dias, vice-presidente da Câmara Regional do Boqueirão, empunhava uma faixa nas galerias no Palácio Rio Branco. “Nosso objetivo é pedir o apoio dos vereadores para a aprovação da emenda [032.00166.2015] que cria a regularização simplificada nos imóveis em situação irregular. A medida vai beneficiar milhares de construções dos bairros de Curitiba, residenciais e comerciais”, disse. Um dos problemas, citou ele, é com os recuos frontais. “Por que só grandes obras, como de shoppings, podem utilizá-lo?”, declarou. “Estamos pedindo socorro. Essa regularização simplificada vai beneficiar a Prefeitura de Curitiba, que vai receber em IPTU.”

Outra entidade presente desde o início da discussão do Plano Diretor no Legislativo, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR) foi representado pela arquiteta Mariane Romeiro. “Participamos ativamente dos debates, com ideias tanto para o projeto quanto para emendas que serão votadas”, apontou. A principal expectativa, disse, é a revisão de questões ligadas à mobilidade urbana e ao adensamento. “Tanto a população quanto as entidades estão felizes com a abertura dada para a participação nas discussões.”

Integrante da Frente Mobiliza Curitiba, Bruno Meirinho também acompanhou a discussão em plenário. “As audiências aqui foram muito produtivas. O plano apresentado pela prefeitura, na nossa opinião, foi limitado, acolheu muito pouco o que a população opinou. Mas na Câmara pudemos ter várias ideias acolhidas [na forma de emendas], como para a regularização fundiária e o acesso ao transporte coletivo”, disse. O desafio, avalia ele, é tirar as diretrizes e inovações do papel: “A gente acredita que o documento é muito genérico. Não é autoaplicável. É necessário proatividade para que isso se torne realidade”.

Outras entidades
Paulo Rafael Fritzen e Yuri Stremel, organizadores do movimento Primavera Cidadã, acompanharam pela primeira vez uma sessão da Câmara Municipal de Curitiba. “Nosso movimento quer aproximar o cidadão da política. Queremos criar essa cultura de as pessoas realmente fiscalizarem os políticos que as representam”, declarou Fritzen. “Queremos começar a acompanhar todas as sessões, independente daquilo que está sendo debatido, e hoje coincidiu de ser o Plano Diretor”, acrescentou Stramel.

Representantes do diretório municipal da Rede Sustentabilidade também opinaram sobre o projeto em pauta. Coordenador municipal do partido, Marcelo França afirmou que “o plano, no geral, é bom, mas vai depender da execução, do que acontecer na prática”. “Poderia melhorar principalmente nas questões voltadas ao meio ambiente e ao transporte coletivo”, completou.

Para saber mais sobre a revisão do Plano Diretor, acesse o hotsite.

 

Fonte da notícia: https://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=25502#&panel1-1

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